terça-feira, 29 de outubro de 2013

As crianças e a Música

Meu amigo Josafá Crisóstomo (ver perfil no Facebook) compartilhou um vídeo muito interessante no qual assistimos a reação de uma criança ao ouvir a mãe cantar para ela: dois detalhes especiais: o primeiro é o do talento da mamãe cantora; o segundo detalhe é a emoção que toma conta do bebê.
Assista ao vídeo:


Convém anotar que a mãe anuncia ao filho que irá lhe dedicar uma canção ("Mon is going to sing your song...") e em seguida cria uma expectativa sobre como a criança vai se sentir com essa dedicatória ("Let me know how you feel about this song, okay?"). Portanto, ouve um envolvimento emocional premeditado.
Os mais céticos dirão "Bobagem, pois um bebê não entende ainda a linguagem dos adultos". Porém, o que se vê, tão logo o canto maternal se inicia é a criança externar um comovido choro. Não de um lamento ou necessidade — típico de um bebezinho —, mas de um sentimento que demonstra envolvimento entre filho, mãe e Música — mas passível de ser estendido às demais artes.
É um vídeo sugestivo para nossa reflexão sobre o poder da arte musical, do amor fraterno entre almas afins.
Além disso, quero comentar sobre aquele primeiro detalhes, acima mencionado: a mãe em questão sim, canta muito bem. Percebe-se que ela tem boa dicção, afinação e ritmo. Só que o ponto relevante aqui é o envolvimento emocional. Então, a qualidade estética não me parece ser tão relevante — embora a qualidade da arte incrementa o envolvimento.
Portanto, o que quero frisar nesse posto — até a título de recomendação — é a capacidade de os pais, outros parentes e pessoas em geral têm de criar um envolvimento sentimental com as crianças, inclusive inspirando nelas o gosto musical e artístico.
Cantar para uma criança, assim como ler historinhas filosóficas ou mesmo conversar com elas é uma atividade louvável. Mesmo que para bebês, pois já é sabido da pré-existência da alma e das capacidades sensoriais do Espírito que está ali, na criancinha. Elas podem não ter lucidez do teor literal do que falamos, mas elas — no mínimo — captam nossa vibração e são capazes de interpretar e, como vimos neste vídeo, até externar suas emoções.
Você é daqueles que duvida das aptidões infantis? Então veja mais esse vídeo:


Agora, um pouco de mimo: meu filho, Adam, com apenas 1 ano:


E, finalmente, um pouco mais de sofisticação:


Campanha aberta: cantemos para as crianças!