quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Gêneros e casta musical

Como se sabe, há milhares de estilos, ritmos e expressões musicais ao redor do mundo, a ponto de ser impossível catalogá-los com precisão, dado que uns estão ligados a outros e cada qual tem variantes. Mas existe uma divisão básica de gêneros, a saber:
Erudito (clássico): na antiguidade, era praticado por compositores e intérpretes amparados pela nobreza, para quem se direcionavam as obras. Por isso mesmo, seus praticantes seguiam a um padrão elevado de cunho intelectual e rigidez nos estilos e estéticas. É um estilo decadente para os dias atuais, que sobrevive basicamente das composições antigas.
• Sacro (religioso): nos séculos em que o clero, sobretudo católico, ocupava lugar de destaque na nobreza – a grande patrocinadora dos artistas --, esse estilo foi praticamente imposto e quase que totalitariamente.
• Folclórico: na antiguidade, era a música compartilhada pela plebe (praticamente toda rural), transmitida oralmente e de simples cunho. Como não havia comunicação eficiente entre povos distintos, as canções se restringiam a expressar as características particulares de uma pequena população (como linguagem, superstições, festas e hábitos cotidianos). Na modernidade, o folclore representa um resgate da identidade de cada etnia, inclusive como fonte histórica de um povo.
• Popular: é o gênero livre dos tempos modernos, altamente difundido pelo rádio, televisão, discos, e internet. Da mesma forma que diversificado, disforme e absolutamente inovador. Entre outros fatores que mais contribuíram com a dispersão desse estilo está o fato da maior acessibilidade a materiais didáticos sobre o estudo teórico e aquisição do manuseio dos instrumentos musicais – especialmente do violão.
Por esta divisão, vê-se que a Música se estabeleceu em concordância com as diferenças sociais. A música da elite (reis, príncipes, clero, nobres) era totalmente díspar da que era praticada nos campos. Consequentemente, ela tornou-se uma alegoria bem traçada da posição social de quem praticava o que. O acesso de uma classe ao gênero de outra era, não só praticamente impossível, quanto abominável.
Embora ainda haja um atrito muito ríspido entre os apreciadores do gênero erudito e os populares, é bem verdade que a Música soube aproveitar bem das novas tecnologias de comunicação para se difundir pelo mundo inteiro, sendo inclusive, um elemento valiosíssimo para a globalização, de maneira que hoje um intelectual também possa mesclar em sua coletânea, valsas como “As Quatro Estações” de Vivaldi com o forró pé-de-serra, ou um autêntico roqueiro apreciar as obras sacras de Bach.
A seguir, algumas "saladas musicais":