terça-feira, 10 de novembro de 2015

Cientista sugere 20 músicas para acordar e promover o seu humor


Que música é uma importante determinante para o nosso bem-estar, isso todo mundo já sabia. Agora, tem um cientista inglês que está propondo algo ainda mais específico: uma lista com as vinte melhores canções para se ouvir ao acordar e assim promover o nosso humor.

O cientista tal é David Greenberg, da conceituada Universidade de Cambridge, psicólogo e autor de um estudo acadêmico realizado em colaboração com a Spotify — serviço online de acesso a milhares de músicas digitais.

Segundo o psicólogo, a música não serve apenas para entreter, é algo que adentra nossa psiquê e nosso cérebro. Quanto mais estudamos a música, mais descobrimos o papel que teve no jogo evolutivo, em termos de comunicação e interação social.

"Para a maioria de nós, é uma luta passar do mau humor para um estado de otimismo. Uma música energética como Viva la Vida pode ajudar alguém a obter energia para o resto do dia"" — diz Greenberg.

Para montar sua listagem, o pesquisador considerou a importância de palavras positivas e de um andamento progressivo. Suas músicas sugeridas têm em torno de 100 a 130 batidas por minuto, com arranjos crescentes, inspirando um suave despertar e uma força motivadora para encararmos os desafios diários.

No topo da lista sugerida por Greenberg está "VIVA LA VIDA" da banda britânica Coldplay. Veja o seu videoclipe pela janela abaixo:


As vinte melhores canções para acordar, por David Greenbeg:

1. Coldplay - VIVA LA VIDA
2. St. Lucia - ELEVATE
3. Macklemore & Ryan Lewis - DOWNTOWN
4. Bill Withers - LOVELY DAY
5. Avicii - WAKE ME UP
6. Pentatonix - CAN'T SLEEP LOVE
7. Demi Lovato - CONFIDENT
8. Arcade Fire - WAKE UP
9. Hailee Steinfeld - LOVE MYSELF
10. Sam Smith - MONEY ON MY MIND
11. Esperanza Spalding - I CAN'T HELP IT
12. John Newman - COME AND GET IT
13. Felix Jaehn - AIN'T NOBODY (LOVES ME BETTER)
14. Mark Ronson - FEEL RIGHT
15. Clean Bandit - RATHER BE
16. Katrina & The Waves - WALKING ON SUNSHINE
17. Imagine Dragons - ON TOP OF THE WORLD
18. MisterWives - REFLECTIONS
19. Carly Rae Jepsen - WARM BLOOD

20. iLoveMemphis - HIT THE QUAN

Tem um gosto descolado o nosso psicólogo, não? A pergunta é: será que ele não recebeu algum incentivo ($$$) para formular esses vinte títulos?

No caso, ele selecionou músicas em inglês — seu idioma nativo — e, por certo, títulos que lhe apreciam particularmente. Em todo o caso, ele estabeleceu critérios que permitem que qualquer pessoa possa montar sua listagem, por exemplo, uma seleção de músicas nacionais, ou ainda uma lista que privilegie seu gênero musical preferido.

Pessoalmente, eu uso canções para minha motivação. Atualmente, o meu ringtone para o despertador não tem uma batida tão rápida quanta a sugerida por Greenberg: "FOREVER AND EVER" de Demis Roussous (nada como acordar apaixonado):



Já o meu ringtone para chamadas no celular é "DO YOU WANNA DANCE" de Johnny Rivers. Para quem gosta de um despertar escandalosamente feliz, pode optar pelo clássico "I FEEL GOOD" de James Brown.

Para contraria o aceleramento sugerido do cientista de Cambridge, mas valorizando sobretudo a letra positiva, eu também sugiro acordar com "EU TE DESEJO VIDA" da cantora e compositora paraibana Flavia Venceslau:



Ocasionalmente, "ELEVATION" da banda U2 também cai bem para dar um gás em nossa imaginação.

E o que dizer de "TITANIUM", versão de David Guetta & Sia?



Três canções que me motivam bastante: "THE JOURNEY" (soundtrack do documentário The Secret), "GLORIA IN EXCELSIS DEO" de Händel e "GABRIEL'S OBOE" tanto o original instrumental de Ennio Morricone quanto a versão cantada pelo grupo Celtic Women.

E que tal acordar "criança", cheio de sonho e fantasia? Então, não descarte a versão de  Israel Kamakawiwo'Ole que combina dois clássicos: "SOMEWHERE OVER THE RAINBOW" e "WHAT A WONDERFUL WORLD".



E ái? Que tal trocar o ringtone do seu celular e despertador?

Fonte G1


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Músico profissional - carteira oficial de músico da OMB

Você sabia que Música é um segmento profissional reconhecido oficialmente pelo Estado, cujo ocupante é reconhecidamente um trabalhador formal? Pois então! Inclusive o órgão oficial é a autarquia federal OMB - Ordem dos Músicos do Brasil.



Os profissionais regularizados têm uma carteira profissional de músico e direitos estabelecidos pela entidade.

Para adquirir sua carteira na OMB é preciso fazer um teste prático (vocal e instrumental) diante de uma bancada examinadora. Mas não há nada o que temer com esse "teste". Não há conhecimento de que alguém tenha sido "reprovado". É uma questão de burocracia, ou seja, formalidade.

Obviamente que isso tem um custo. A inscrição, incluindo todo o processo de teste e registro, atualmente é de R$ 450,00 (nas delegacias regionais) e R$ 430,00 (na sede da OMB, em São Paulo, Capital). Além disso, os inscritos devem pagar uma taxa anual. De acordo com o site da OMB, a anuidade varia conforme o mês referente ao pagamento. Para os pagamentos em dezembro de 2015, por exemplo, o valor está estipulado em R$ 188,70. 

Site oficial da OMB.

Criada em 1960 como autarquia pública federal a OMB se apresenta como o órgão nacional competente para selecionar, disciplinar, fiscalizar e defender o exercício profissional do músico. Diante dessa pretensão, uma controvérsia jurídica foi gerada quanto ao entendimento dos limites da autarquia e quanto à necessidade de vínculo daqueles músicos que fazem trabalho remunerado regular ou casualmente. Havia um entendimento interno na OMB que ela teria autoridade para exigir esse vínculo e, no caso de uma "infração" -- flagrante de atuação comercia de um músico amador, não habilitado, portanto, não registrado na OMB -- então ela se reputava o direito de encerramento do expediente e apreensão de instrumentos musicais e aparelhagem sonora.
Algumas ocorrências desse sentido foram registradas e vários processos foram abertos contra a OMB, todos com ganho de causa para os músicos contra a autarquia.
Em agosto de 2009, o Supremo Tribunal Federal, através da relatoria da ministra Ellen Grace, expediu uma decisão defendendo o livre exercício do músico e a não obrigatoriedade de sua vinculação à Ordem dos Músicos do Brasil, apoiando-se na citação do artigo 5° da Constituição Federal, que dispõe sobre a liberdade de expressão da atividade artística e cultural.
Com essa decisão, a OMB perdeu status e a carteira de músico passou a ser uma mera formalidade.
No entanto, a prática comercial da música deve estar em acordo com as leis de direitos autorais, que protege a obra intelectual dos compositores. Assim, os músicos profissionais não podem se apropriar comercialmente da obra alheia sem prévia autorização enquanto a composição estiver no prazo vigente dos direitos legais ao seu autor. Já as obras que caíram em domínio público, estas estão livres para serem exploradas.



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Aos mestres, com carinho - Músicas para o Dia dos Professores


Hoje, 15 de outubro, comemoramos em todo o Brasil o Dia dos Professores. E para esses grandes trabalhadores do saber, nosso Blog selecionou uma lista de músicas temáticas para comemorarmos essa magistral missão, qual a de ajudar uns aos outros na trilha do conhecimento.

Para começarmos, o clássico "TO SIR WITH LOVE" de Lulu, tema do filme Ao Mestre com Carinho", no qual a própria cantora estrela.



E, pegando esse gancho, trazemos a versão gravada por Eliana, para a trilha sonora do novela Carrossel:



E que tal um toque mais infantil? Então vamos de Patati Patatá em "AS PROFESSORAS":



Agora, um tom mais poético: "O PROFESSOR" com Tânia Maya:



E vamos pôr uma boa pitada de imaginação e viajar ao som de "AQUARELA", Toquinho:



E por que tanto carinho com esses profissionais?
Tudo se explica nesse tema musical "UM BOM PROFESSOR":



E quando rola um clima extraprofissional em sala de aula? Bom, vamos ver o que sugeria "O PROFESSOR" Nilton César nos tempos da Jovem Guarda;



Considerando que a vida é, enfim, um grande professor, cantemos com Maria Bethânia uma ode à vida com "BRINCAR DE VIVER":


Um excelente DIA DO PROFESSOR para todos!





quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Tributo a John Lennon no Central Park


Cerca de 2 mil fãs de John Lennon realizaram um ato em tributo ao cantor, inclusive com a presença da viúva, Yoko Ono. O local escolhido é emblemático: o Central Park, em Nova Iorque, pertinho do apartamento onde ele morou e — fatalidade — fora assassinado, em 8 de dezembro de 1980.

Veja aqui o vídeo do evento compartilhado pelo G1.

Os participantes, de todas as idades, cantaram músicas do ex-Beatle e fizeram uma corrente humana formando o símbolo da paz. Yoko Ono agradeceu dizendo que aquele era o melhor presente para este 75° aniversário de nascimento do cantor.

Lennon é reconhecidamente um dos maiores músicos modernos. Sua obra-prima, já em carreira solo — "IMAGINE" — foi considerada pelos críticos a música do milênio. Enquanto integrante dos The Beatles — a banda mais influente de todos os tempos —, ele formou com Paul McCartney a mais bem sucedida dupla de compositores da História da música moderna.

Além do seu talento musical, Lennon era muito respeitado e querido por seu engajamento em campanhas pela paz, cujo hino mais recorrido é justamente uma obra sua: "GIVE A CHANCE TO PEACE".

Saiba mais sobre a vida e obra de John Lennon na Wikipédia.

Endossando o coro desse merecido tributo, fiquemos com a inigualável "IMAGINE".




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Videoclipe com as 100 melhores canções românticas internacionais de todos os tempos


Vamos rever a nossa lista completa das 100 melhores canções românticas internacionais de todos os tempos nesse videoclipe, com trechos das músicas selecionadas, que começou com "CARELESS WHISPERS" de George Michael na centésima posição e chegou ao topo com "UNCHAINED MELODY" de Righteous Brothers.

Veja aqui a listagem com os primeiros 20 títulos.



sábado, 19 de setembro de 2015

Top 100 — música #1

E, finalmente, a grande campeão, a primeira e melhor canção romântica internacional de todos os tempos: a imortal "UNCHAINED MELODY", da dupla Righteous Brothers.
Não por acaso, ela é o tema musical principal do melhor filme romântico da história do cinema: "Ghost - Do Outro Lado da Vida".
"UNCHAINED MELODY" foi escrita por Hy Zaret e musicada por Alex North em 1955, sendo a sua gravação original naquele mesmo ano, interpretada por Al Hibbler (veja aqui). Logo em seguida, no mesmo 1955, ela foi regravada por Roy Hamilton.

Unchained (film poster).jpgEra só o começo de um imprevisível sucesso. A música inspirou um filme chamado "Unchained", dirigido por Hall Bartlett, cuja trilha sonora foi até indicada para o Oscar, tendo como carro-chefe da soundtrack a gravação de Todd Ducan.
No enredo, um presidiário sofre um dilema: esperar pacientemente o fim da sua pena (e correr os altos riscos da prisão) ou arriscar entrar num plano de fuga, tendo em vista a desesperadora saudade da sua família.
Não se sabe ao certo se essa era a temática da letra composta por Hy Zaret ou se o enredo do filme foi escrito para se adequar à composição.

Mas a explosão mesmo veio no ano seguinte, com Bill Medley e Boddy Hatfield, a dupla do The Righteous Brothers — aliás, sem dúvidas, a melhor performance de todas, a mesma, inclusive, que seria invocada 35 anos mais tarde para um outro filme: Ghost, em 1990.


E não demorou muito para que o magnetismo dessa canção conquistasse o gosto dos melhores cantores da época. Elvis Presley não escapou desse encanto e a cantou num especial para uma televisão em 1976 — considerada uma das melhores interpretações ao vivo de toda a carreira do rei do rock, tanto que foi lançada em um compacto, em 1978. Veja a seguir:



Dentre as tantas regravações, destacamos as de Roy Orbison, Willie Nelson, Barry Manillow, Air Supply, U2 e Susan Boyle.
O filme adiante conta a trajetória dessa obra-prima:



Aqui, um vídeo antigo com Righteous Brothers ao vivo:


Dentro desse novo enredo, a música ganhou uma conotação espiritualista. O célebre verso "Wait for me" ("Espere por mim") já não é o suspiro do prisioneiro de uma prisão comum, mas o de um apaixonado, momentaneamente separado do seu amor pela morte. Nesse sentido, a música cresce, pois eleva o sentimento de amor ao grau das esferas superiores, do amor eterno, que  pode preexistir à dimensão material e sobreviver ao túmulo.
Nesse contexto, unchained (desacorrentado) significa livre de quaisquer amarras que pretendam sufocar o sentimento. Daí, "UNCHAINED MELODY" é a "canção do desacorrentado", ou, numa tradução subjetiva, a "canção livre".
E, para matar a saudade, um videoclipe do mesmo hit com cenas do inesquecível longa-metragem Ghost:



"UNCHAINED MELODY"
"CANÇÃO LIVRE"

Oh my love
Ó meu amor
My darling
Meu bem
I've hungered for your touch
Eu tenho anseio por seu toque
A long lonely time
Desde um pongo tempo

Time goes by so slowly
O tempo passa tão devagar
And time can do so much
E o tempo pode fazer tantas coisas
Are you still mine?
Você ainda é minha?

I need your love
Eu preciso do seu amor
I need your love
Eu preciso do seu amor
God, speed your love to me
Deus, aprece o seu amor para mim

Lonely rivers flow to the sea, to the sea
Rios solitários correm para o mar, para o mar
To the open arms of the sea
Para os braços abertos do mar
Lonely rivers sight "Wait for me, wait for me"
Rios solitários suspiram "Espere por mim, espere por mim"
I'll be come home
Eu estou voltando para casa
Wait for me
Espere por mim!

Oh my love
Ó meu amor
My darling
Meu bem
I've hungered for your touch
Eu tenho anseio por seu toque
A long lonely time
Desde um pongo tempo

Time goes by so slowly
O tempo passa tão devagar
And time can do so much
E o tempo pode fazer tantas coisas
Are you still mine?
Você ainda é minha?

I need your love
Eu preciso do seu amor
I need your love
Eu preciso do seu amor
God, speed your love to me
Deus, aprece o seu amor para mim

* * *

Esta é. portanto, a nossa lista com as 100 melhores canções românticas internacionais de todos os tempos.
Esperamos que tenham gostado.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Top 100 — música #2

A vice-campeão da nossa lista das 100 melhore canções internacionais românticas bem parece um hino de fraternidade — o que também se encaixa perfeitamente com um amor verdadeiro, não é mesmo?
Mas de quem estamos falando mesmo?
Ora, tratamos do majestoso sucesso "BRIDGE OVER TROUBLED WATER" da dupla Simon & Garfunkel.
Certamente, um bom amigo espiritual estava por perto do cantor e compositor americano Paul Simon quando ele então escreveu "BRIDGE OVER TROUBLED WATER", em 1969.
O resultado disso foi uma gravação no ano seguinte, com a coprodução do companheiro de dupla Art Garfunkel, e a colaboração técnica de Roy Halee, levando a música ao topo das principais paradas de sucesso do mundo, incluindo EUA e Reino Unido.
A canção ficou por seis semanas no primeiro lugar, sendo substituída pelo clássico LET IT BE, dos Beatles, que, aliás — dizem — é, se não uma imitação, pelo menos uma composição inspirada em "BRIDGE OVER TROUBLED WATER".
Sim, é uma música claramente influenciada pelo estilos Gospel e Blues americano, com uma mensagem até certo ponto espiritualista, mas igualmente romântica. Inclusive, um dos versos mais interessantes da letra é em referência à então esposa de Simon, que já trazia os primeiros fios de cabelos prateados, pelo que a letra exclama: "Sail on, Silver Girl..." — "Vá em frente, garota prateada".
Contudo, foi o próprio Simon quem sugeriu que a música fosse cantada pelo colega. Mais tarde, o compositor confessou que por várias vezes sentia um certo ciúme toda vez que Garfunkel era ovacionado ao terminar de cantá-la nos shows, pensando consigo "Ei, rapaz, essa canção é minha!". Porém, nada que ferisse a consideração entre eles.
Ouçamos a gravação original:


Que ver uma apresentação ao vivo da dupla? Então veja esse vídeo:


Assista aqui a uma entrevista (em inglês) com a famosa dupla falando sobre nossa vice-campeã.
E como não poderia ser diferente, "BRIDGE OVER TROUBLED WATER" foi regravada — muitas vezes e por grandes nomes da música mundial. Alguns exemplos: para começar, vamos de Elvis Presley; com a estilosa Aretha Franklin; carregada de emoção por Anne Murray; em um toque mais pop com Josh Groban & Brian McKnight; espiritualistíssima com Celtic Woman; sofisticada com Andrea Bocelli & Mary J. Blige; pelo consagrado Elton John; em canto gregoriano com Masters of Chant Chapter IV; e numa versão aportuguesada, com uma mensagem espírita, sob o título "COMO O SOL A BRILHAR" com Ery Lopes.
Essa música entrou novamente em evidência e trouxe um momento especial para a dupla Simon & Garfunkel quando dos atentados terroristas de 11 de setembro, tornando-se a "canção dos heróis" (os bombeiros e demais homens que trabalharam no atendimento às vítimas daquele fatídico ataque).


"BRIDGE OVER TROUBLED WATER"
"PONTE SOBRE ÁGUAS TURBULENTAS"

When you're weary
Quando estiver exausta
Feeling small
Sentindo-se pequena
When tears are in your eyes
Quando as lágrimas vierem nos teus olhos
I will dry them all
Eu as enxugarei todas elas
I'm on your side
Eu estarei ao teu lado
When times get rough
Quando as horas ficarem difíceis
And friends just can't be found
E quando os amigos não estiverem presentes
Like a bridge over troubled water
Como uma ponte sobre águas turbulentas
I will lay me down
Eu me estenderei
Like a bridge over troubled water
Como uma ponte sobre águas turbulentas
I will lay me down
Eu me estenderei

When you're down and out
Quando estiver para baixo e fora de si
When you're on the street
Quando estiver na rua
When evening falls so hard
Quando a noite cair tristemente
I will comfort you
Eu te confortarei
I'll take your part
Eu ficarei contigo
When darkness comes
Quando a escuridão chegar
And pain is all around
E quando a dor estiver por todo lado
Like a bridge over troubled water
Como uma ponte sobre águas turbulentas,
I Will lay me down
Eu me estenderei
Like a bridge over troubled water
Como uma ponte sobre águas turbulentas
I will lay me down
Eu me estenderei

Sail on Silver Girl
Vá em frente, garota de cabelo prateado
Sail on by
Vá em frente!
Your time has come to shine
Sua hora de brilhar chegou
All your dreams are on their way
Todos os seus sonhos estão a caminho
See how they shine
Veja como eles brilham
If you need a friend
Se você precisar de um amigo
I'm sailing right behind
Eu estarei logo atrás
Like a bridge over troubled water
Como uma ponte sobre águas turbulentas
I will ease your mind
Eu tranquilizarei  sua mente
Like a bridge over troubled water
Como uma ponte sobre águas turbulentas
I will ease your mind
Eu tranquilizarei a sua mente

* * *

Só quem nunca se sentiu amado para não se emocionar com uma mensagem como essa de "BRIGDE OVER TROUBLED WATER".
Na próxima postagem, finalmente, a grande campeã: a melhor música romântica internacional de todos os tempos.
Aguarde!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Top 100 — música #3

O pódio principal de nossa listagem, com a terceira colocação, começa com uma música que certamente arrebata até mesmo os corações mais endurecidos: "A WHITER SHADE OF PALE", da banda Procol Harum.
Ela foi a música de estreia da banda britânica Procol Harum, em 1967, nos tempos em que só dava The Beatles. Porém, sem pedir licença, ela invadiu as paradas e subiu ao topo na Inglaterra, permanecendo por seis semanas consecutivas, e daí para o mundo inteiro, sendo consagrada umas das canções mais revolucionárias da História da Música, sendo inserida no Hall da fama do Grammy da Awards Britânica em 1998.
Procol Harum 1Originalmente, sua composição foi designada a Gary Brooker e Keith Reid (membros da referida banda), sendo que mais tarde, através de um processo judicial, Mathew Fisher — outro integrante da banda — foi reconhecido como coautor e ganhou parte dos direitos autorais dela.
"THE WHITER SHADE OF PALE" é um clássico que faz um mix de rock progressivo e classicismo barroco (presente no inconfundível acompanhamento em órgão). Essa "ousadia" serviria de inspiração para outros grandes nomes da música, assumidamente por eles, como Jimi Hendrix, Freddie Mercury (Queen) e Dire Straits. A Melodia, dizem, foi baseada em clássicos, dentre os quais a esplendorosa "Ária na Corda Sol", de Johan Sebastian Bach  (ouça aqui).
A sua letra é um capítulo à parte. Tudo começou quando Reid estava numa festa e ouviu alguém dizer para uma mulher a frase que deu origem ao título: "Hey, you've turned a whiter shade of pale!", cuja tradução analítica seria algo do tipo "Ei, você ficou pálida feito uma morta!". A razão dessa palidez seria devido esta mulher ter vivido uma repentina e alucinante aventura sexual, que na letra é retratada como uma viagem (típica metáfora do rock daquela geração). Uma interessante versão da composição está descrita no blog PaintBoxTalks (veja aqui), bem como uma tradução mais analítica da lyrics original.
Esse hit é tão considerado que rendeu à banda um nome de um asteroide — 14024 Procol Harum. O nome da banda é uma expressão em latim que significa "Através dessas coisas", escolhida pelo empresário, em referência ao nome de um gato de estimação de um amigo.
Vale a pena conferir também: Procol Harum ao vivo para a gravação de um DVD, inclusive com uma letra estendida; pura suavidade com Annie Lennox; versão cheia de sensualidade com Joe Cocker; a versão "guitarrilazada" com Eric Clapton; interpretação "mais pesada" de Deep Purple (raridade); com Demis Roussos em uma performance mais "mística"; agora, angelicamente cantada por Sarah Brightman; pelo meu ídolo particular Johnny Rivers; e, por que não, uma versão brasileira, com Plholhas — muito bem instrumentalizada, aliás. Quer um instrumental dela? Então veja essa de Sungha Jung.
Deliremos nesse som:



"A WHITER SHADE OF PALE"
"UMA MÁSCARA BRANQUÍSSIMA DE PÁLIDA"

We skipped the light fandango
Nós dançávamos um fandango alegre
Turned cartwheels 'cross the floor
Deslizando ao redor do salão
I was feeling kinda seasick
Eu estava me sentindo meio mareado (chapado)
But the crowd called out for more
A multidão agitava pedindo mais
The room was humming harder
O salão rugia fortemente
As the ceiling flew away
Até que o teto voasse longe
When we called out for another drink
Quando pedimos outra bebida
The waiter brought a tray
O garçom trouxe uma bandeja

And so it was that later
E então era muito tarde
As the miller told his tale
Até que a mariposa contou sua história
That her face, at first just ghostly
Aquele seu rosto, a princípio fantasmagórico
Turned a whiter shade of pale
Transformou-se em uma máscara mais branca de pálida!

She said, 'there is no reason and the truth is plain to see'
Ela disse: "Não há o que discutir e a verdade é evidente de se ver'
But I wandered through my playing cards
Mas eu estava perdido no meu baralho
And would not let her be one of sixteen vestal virgins
E não permitiria que ela se tornasse uma das dezesseis virgens vestais
Who were leaving for the coast
Que partiram para o Oeste
And although my eyes were open
E embora meus olhos estivessem abertos
They might have just as well've been closed
Eles poderiam muito bem ter sido fechados

And so it was that later
E então era muito tarde
As the miller told his tale
Até que a mariposa contou sua história
That her face, at first just ghostly
Aquele seu rosto, a princípio fantasmagórico
Turned a whiter shade of pale
Transformou-se em uma máscara mais branca de pálida!

* * *

E quem será nossa vice-campeã?
Eu volto já com ela. Aguardem!

domingo, 9 de agosto de 2015

Top 100 — música #4

O amor é uma flor que desabrocha em ares livres. Se aprisionado, murcha e recrudesce os espinhos. Em "SKYLINE PIGEON", Elton John exprime um maravilhoso grito sonoro de liberdade, fechando um ciclo de um caso de amor mal resolvido para, enfim, abrir espaço para um novo amor. A originalidade com que ele fez isso nos impõe colocar essa música na quarta posição dentre as 100 melhores canções românticas internacionais de todos os tempos.
Elton John - Empty Sky.jpg
Capa do álbum Empty Sky (1968)
"SKYLINE PIGEON" é uma composição de Elton John e Bernie Taupin — um dos mais bem sucedidos duetos de compositores da história da música pop — e lançada em 1969, inserida como a oitava faixa (a 4ª do labo B) do álbum Empty Sky, que, aliás, foi o disco de estreia de Elton John.
Embora não seja necessário mencionar, fazemos questão de ressaltar o sucesso de vendas e aceitação do disco, especialmente em relação á referida música.
E olha que estamos falando aqui inicialmente de uma versão muito simplória, executado em um cravo — instrumento musical, digamos, pai do piano moderno —  (veja aqui a gravação original), sendo que a versão consagrada internacionalmente — e bem mais sofisticada — foi registrada somente em 1972, a qual podemos ouvir no vídeo adiante.



"SKYLINE PIGEON"
"POMBO DO HORIZONTE"

Turn me loose from your hands
Liberte-me de suas mãos
Let me fly to distant lands
Deixe-me voar para terras distantes
Over green fields, trees and mountains
Sobre verdejantes campos, árvores e montanhas 
Flowers and forest fountains
Flores e fontes florestais
Home along the lanes of the skyway
Longe de casa, muito além das linhas do horizonte
For this dark and lonely room
Pois essa sala escura e solitária
Projects a shadow cast in gloom
Projeta uma desanimadora sombra de melancolia
And my eyes are mirrors of the world outside
E meus olhos são espelhos do mundo lá de fora
Thinking of the ways that the wind can turn the tide
Pensando no caminho pelo qual o vento pode mudar de curso
And these shadows turn from purple into grey
E essas sombras mudam de roxo para cinza

For just a Skyline Pigeon dreaming of the open
Apenas como um pombo do horizonte sonhando com a abertura
Waiting for the day
Esperando pelo dia
He can spread his wings and fly away again
Ele pode abrir suas asas e novamente voar para longe

Fly away, skyline pigeon, fly
Voe longe, pombo do horizonte, voe
Towards the dreams you've left so very far behind
Em busca dos sonhos que você há muito deixou para trás
Fly away, skyline pigeon, fly
Voe longe, pombo do horizonte, voe
Towards the dreams you've left so very far behind
Em busca dos sonhos que você há muito deixou para trás

Let me wake up in the morning
Deixe-me acordar de manhã
To the smell of new mown hay
Para o cheiro do feno recém-cortado
To laugh and cry, to live and die
Para rir e chorar, viver e morrer
In the brightness of my day
No brilho do meu dia
I want to hear the pealing bells
Eu quero ouvir os repicantes sinos
Of distant churches sing
De igrejas distantes tocando
But most of all please free me
Mas, acima de tudo, por favor me liberte
From this aching metal ring
Desse doloroso anel de metal
And open out this cage towards the sun
E abra esta gaiola em direção ao sol

For just a Skyline Pigeon dreaming of the open
Apenas como um pombo do horizonte sonhando com a abertura
Waiting for the day
Esperando pelo dia
He can spread his wings and fly away again
Ele pode abrir suas asas e novamente voar para longe

Fly away, skyline pigeon, fly
Voe longe, pombo do horizonte, voe
Towards the dreams you've left so very far behind
Em busca dos sonhos que você há muito deixou para trás
Fly away, skyline pigeon, fly
Voe longe, pombo do horizonte, voe
Towards the dreams you've left so very far behind
Em busca dos sonhos que você há muito deixou para trás

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Top 100 — música #5

Entrando no top 5 da nossa lista das 100 melhores canções internacionais românticas de todos os tempos, sem brincadeira nenhuma, trazemos Bee Gees e a imortal "I STARTED A JOKE" — um golpe fatal para quem já brincou com o amor dos outros.
Composta pelos irmãos Robin, Maurice e Barry Gibb — o trio que forma o grupo Bee Gees — "I STARTED A JOKE" foi lançada em 1968, no álbum Idea, desde então se tornando um dos maiores sucessos da banda.
No Brasil, foi ao topo das paradas como o carro-chefe da trilha sonora da novela Beto Rockfeller da extinta TV Tupi.


Bee Gees 1977.JPG

Como as músicas muitas vezes servem de carteiros, essa letra — bastante melancólica, por sinal — é bem empregada para lembrar se daqueles que brincam com o amor e, por um capricho do coração, acabam se apaixonando de verdade.
Sua instrumentação original é bem modesta ao mesmo tempo que eficiente, pois já desde as primeiras notas do contrabaixo é possível identificar a canção. Além do mais, o inconfundível backvocal dos irmãos Gibbs aqui mais uma vez se encaixou muito bem com o excelente agudo da voz principal.
Então, fica evidente que a posição #5 está bem entregue, não?
Dentre as várias versões para esse clássico dos Bee Gees, destacamos a edição da banda Faith No More (veja aqui), a versão pop de Pet Shop Boys (veja aqui) a regravação meio metalizada de The Wallflowers (veja aqui), e a versão aportuguesada "Comecei uma brincadeira" com Ronnie Von (veja aqui). Mas, a bem da verdade, nenhuma performance chega perto do original, exceto a interpretação ao vivo dos próprios Bee Gees para o especial One Night More de 1998.
Com vocês, os inesquecíveis irmãos Gibbs:



"I STARTED A JOKE"
"EU FIZ UMA BRINCADEIRA"

I started a joke
Eu fiz uma brincadeira
Which started the whole world crying
Que fez o mundo inteiro chorar
But I didn't see
Mas eu não percebi
That the joke was on me
Que a brincadeira era sobre mim
I started to cry
Eu comecei a chorar
Which started the whole world laughing
O que fez o mundo inteiro rir
Oh, if I'd only seen
Ah, se pelo menos eu tivesse visto
That the joke was on me
Que aquela brincadeira era sobre mim
I looked at the skies
Eu olhei para o alto
Running my hands over my eyes
Levantando minhas mãos sobre meus olhos
And I fell out of bed
E eu cai da cama
Hurting my head from things that I'd said
Machucando minha cabeça com coisas que eu disse
'Till I finally died
Até que finalmente eu morri
Which started the whole world living
O que fez o mundo inteiro viver
Oh, if I'd only seen
Ah, se ao menos eu tivesse visto
That the joke was on me
Que a brincadeira era sobre mim
I looked at the skies
Eu olhei para o alto
Running my hands over my eyes
Levantando minhas mãos sobre meus olhos
And I fell out of bed
E eu cai da cama
Hurting my head from things that I'd said
Machucando minha cabeça com coisas que eu disse
'Till I finally died
Até que finalmente eu morri
Which started the whole world living
O que fez o mundo inteiro viver
Oh, if I'd only seen
Ah, se ao menos eu tivesse visto
That the joke was on me
Que a brincadeira era sobre mim

* * *

Na próxima indicação, nós vamos ao Reino Unido buscar mais uma preciosidade musical, onde voz e piano dão um tom magistral a uma letra sensacional.
Aguardem!


quinta-feira, 9 de julho de 2015

E-book sobre Música à luz do Espiritismo


Será que há música no mundo espiritual?
Será que os Espíritos se interessam por nossas músicas?
As músicas têm influência na nossa vida prática?
Essas e outras questões interessantes são abordadas no livro digital "A Música Segundo o Espiritismo", autoria de Ery Lopes, disponível gratuitamente em formato PDF neste link.
Para se ter uma ideia do teor da referida obra, analisemos a seguinte crônica nele inserida:
Todo livro de autoajuda que se preze tem entre suas receitas de bem-estar o preceito de se usufruir da boa Música, pois esta não é uma criação humana, mas sim uma dádiva divina: a arte musical terrena é uma singela representação da música celeste, tal como o brilho lunar refletido numa lagoa não é a lua.

Harmonia é uma aptidão inerente ao Espírito — a todos os Espíritos —, parelho ao instinto de progressão que nos instiga a evoluirmos sempre. Tal é o seu préstimo.
A Criação é uma canção. A manutenção do Universo é uma sinfonia a ecoar ininterruptamente. O rugido do solo terreno, o chio da água, o estrondo retumbante do trovão, o gorjeio dos pássaros, o zumbido dos ventos... Tudo isso é uma composição natural. Até o silêncio — também elemento musical — é peça sonora. Logo, Deus, o Grande Autor, é outrossim o Grande Compositor e Maestro da canção universal.
Antes que a raça humana desenvolvesse a escrita e a fala, a intuição materna já havia desenvolvido a canção de ninar, com modestos solfejos a embalar suas crias no colo, com a mais pura autenticidade. Observando a Natureza o homem aprendeu a cantar e a ritmar. No eco vindo das cavernas, desde o primitivismo, encontrou os primeiros efeitos especiais, mais tarde imitados pela indústria fonográfica.
E por que queriam agradar aos seus deuses, nossos ancestrais elegeram a Música como o mais sublime tributo e meio de oblação, aquilo que melhor poderiam dar aos seres superiores. Assim nasceu o gênero sacro. A profanação musical se deu quando os reis da terra recobraram igualmente para si o status de divindade. A Música deu vida aos aedos e trovadores, e no curso de seu alargamento, com o romantismo, assumiu feições passionais, até se vulgarizar, para quebrar o atavismo da exclusividade elitista, achando-se atualmente numa miscelânea tal que ora encanta, ora espanta.
Mas o que é a Música, afinal?
Nem mesmo os grandes mestres desta arte na Terra ousaram circunscrever o seu conceito: “Música não é para ser explicada, mas para ser sentida!” — concordam eles. Sendo de ordem metafísica, o homem, logicamente, não poderia explicá-la.
Certa vez, porém, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sob a regência do egrégio Allan Kardec, ocupou-se desta temática, compreendendo que a Música, genuinamente de natureza espiritual, deveria ter uma aplicação transcendental, uma vez que não seja meramente para entretenimento terreno — embora seja legítimo este emprego. E para aqueles eminentes estudiosos fez-se presente, mediunicamente, o Espírito de Gioachino Antonio Rossini, que em vida foi renomado compositor de obras-primas (tais como “A Cinderela”, “O Barbeiro de Sevilha” e “Guilherme Tell”). Este se pôs a debruçar-se sobre a interpretação espiritual sobre a Harmonia, da qual ora colocou-se humildemente na condição de singelo aprendiz. (vide capítulos “Música Celeste” e “Música Espírita”, ambos em OBRAS PÓSTUMAS, Allan Kardec).
“Não é que haja música na espiritualidade, mas sim que: A Música é do mundo dos Espíritos” — afirma Rossini — “E esta é sem comparação” — acrescenta. As entidades elevadas, que dominam a técnica musical, produzem-na por ação direta com o fluido cósmico, cujas vibrações penetram no âmago dos seres e se confunde com a prece, glorificando a Deus e levando ao êxtase aqueles que são capazes de concebê-la. Tal configuração ressoa no éter de maneira que nenhum instrumento humano jamais será capaz de imitar ao menos aproximado.
Rossini continua sua interpretação comparando a Música a uma ponte: é uma espécie de médium que transmite aos seus ouvintes a própria natureza do compositor. A essência, portanto, é a Harmonia, carregamento de sentimentos daquele que a compõe. A música é posta a serviço desse sentimento para tentar reproduzir as mesmas sensações do compositor àquele que ouve. Uma canção está sempre emoldurada de parte do conteúdo daquele que a produziu. O ouvinte – consciente ou não – absorve esse conteúdo.
A boa criação musical é uma carta de amor que encantará àquele que a ler. Em contrapartida, a composição vulgar esparge o perfume da malícia, do rancor, da desonra. Ela sobrecarrega seu receptor e infama o Pai Celeste. A música entoa aquilo que preenche o coração.
Se em nosso orbe essa carga de sentimentos de que se compõe uma música pode ser falseada ou mal reproduzida, no mundo espiritual isso não é possível, pois a transmissão é de alma para alma, sem auxílio de instrumentos rudes e limitados. Os Espíritos musicam o composto exato daquilo que eles são.
Se de um lado da ponte está o artífice da obra harmônica, do outro está o ouvidor. Este se enleva com a qualidade da obra conforme seu estágio evolutivo. E o escutar não constitui simplesmente um ato passivo, mas é, além disso, ressoar na mesma faixa de vibração — positiva ou negativa —, tal qual uma câmara de eco. O gênero, por conseguinte, serve como um dos parâmetros para graduar os indivíduos, fazendo valer esta versão de um anexim: Diz-me que música tu ouves que te direi quem tu és.
Rossini atentam-nos para a importância da música espírita, como utensílio de elevação individual e coletiva. Seja de teor doutrinário ou de louvação, ela há de alavancar sentimentos mais nobres na humanidade. O Espírito de rudes percepções — dado seu atraso moral e intelectual — por vezes é tangido pela harmonia, levado ao cume de uma satisfação — ainda que não a compreenda completamente — e, de volta à realidade, sente em seu imo o almejo por subir novamente ao monte prazeroso. Este um efeito progressista de que a Música é capaz.
A terapia musical – musicoterapia – nos reporta a um episódio bíblico, contado no primeiro livro de Samuel, em que Saul, o rei déspota do povo hebreu, atormentado por angústias oriundas de seus distúrbios morais, experimentou o efeito revigorador produzido pelos sons da harpa do menino Davi, que mais tarde se tornaria o mais memorável dos reis de Israel e a quem se imputa a honra de inspirador do livro dos Salmos.
Eis o instinto natural ao progresso imprimido na alma de todo ser inteligente. Assim, a música espírita é uma mola propulsora para o melhoramento individual. Ela projeta o oásis prometido às almas e nos incita a caminhar nesse rumo.
A descrição acima veio de um indivíduo, Gioachino Rossini, mas foi corroborada pelos Espíritos Superiores que acercaram o nobre codificador espírita e o mencionado grupo de estudos, autenticando assim a tese em nome do Espiritismo.
Visto que a música é uma das incumbências dos Espíritos, cuidemos de nos qualificar nessa matéria, começando pela triagem do que ouvimos, caminhando para a mediunização musical (reprodução das composições) até tocarmos a sublime aptidão para a composição superior.
Espíritas, patrocinem a música espírita: ouçam, componham, toquem e cantem músicas espíritas. Mas que ela seja ato de caridade da parte do músico espírita, tal como na “mediunidade com Jesus”, sem benefícios financeiros e privilégios individualistas.
Mães, embalem seus filhos no colo e cantem para eles!
Homens, enfileirem-se à orquestra da Natureza.

Clique aqui para acessar este livro.

Sobre o mesmo tema, podemos assistir uma palestra com Ery Lopes, acompanhado de João Lucius, inclusive, com inserções de alguns canções, que cabem bem no contexto da exposição.
Acompanhe: