terça-feira, 24 de março de 2015

Top 100 — música #11

O que acontece quando um roqueiro consagrado se alia a uma cantora lírica para gravarem uma canção romântica? — Resposta: um sucesso, para agradar gregos e troianos.
Eis o resultado da parceria entre Freddie Mercury e Montserrat Caballé: o aclamado sucesso "HOW CAN I GO ON", o título #11 dentre as 100 melhores músicas românticas internacionais.
"HOW CAN I GO ON" é uma letra de Freddie Mercury e Mike e faz parte do álbum Barcelona, produzido pelo cantor juntamente com David Richards. O disco foi lançado em 1988, mas já pensando no que viria em 1992 — os Jogos Olímpicos de Barcelona, na Espanha.
O roqueiro faleceu sete meses antes da abertura, mesmo assim a música foi exibida num telão e foi o tema de chamada das Olimpíadas usado pelas grandes emissoras de televisão, por exemplo, a BBC.
Como se sabe, Freddie Mercury foi o líder da banda de rock britânica Queen, inclusive, já lembrado em nossa lista, na posição #17, com um grande sucesso romântico (veja aqui).
Do outra lado, temos a cantora lírica espanhola Montserrat Caballé, natural de Barcelona, mas reconhecida mundialmente, desde uma impecável apresentação no Carneggie Hall de Nova Iorque, em 20 de abril de 1965, quando teve que substituir, imprevisivelmente, Marilyn Horne na ópera Lucrezia Borgia de Donizetti. Sua atuação rendeu 25 minutos de aplausos daquele público e rasgados elogios da crítica especializada — que, de praxe, costuma ser muito menos condescendente que a crítica em geral.
Em se tratando de uma dupla dessas, não poderíamos nem pensar em uma obra de arte menor do que essa. Então, vamos de "HOW CAN I GO ON".



"HOW CAN I GO ON"
"COMO POSSO SEGUIR EM FRENTE"

When all the salt is taken from the sea
Quando todo o sal for retirado do mar
I stand dethroned
Eu permaneço destronado
I'm naked and I bleed
Fico nu e sangro
And when your finger points so savagely
E quando você me aponta tão selvagemente
Is anybody there to believe in me
Será que há alguém que acredite em mim
To hear my plea and take care of me?
Para ouvir meu apelo e cuidar de mim?
How can I go on?
Como posso seguir em frente?
From day to day
A partir de hoje
Who can make me strong in every way?
Quem pode me fortalecer em todos os caminhos?
Where can I be safe?
Onde posso estar a salvo?
Where can I belong?
Onde posso ficar?
In this great big world of sadness
Neste imenso mundo de tristeza
How can I forget
Como posso esquecer
Those beautiful dreams that we shared?
Aqueles sonhos lindos que nós dividimos?
They're lost and they're no way to be found!
Eles estão perdidos e não há como encontrá-los
How can I go on?
Como posso seguir em frente?
Sometimes I tremble in the dark
Às vezes eu tremo na escuridão
I can not see
Eu não consigo ver
When the people frighten me
Onde as pessoas me assustam
I try to hide myself so far from the crowd
Eu tendo me esconder bem longe da multidão
Is anybody there to confort me?
Não há alguém para me confortar?
oh Lord... Hear my plea and take care of me
Oh Senhor, ouça meu apelo e tome conta de mim

quinta-feira, 19 de março de 2015

Top 100 — música #12

A uma dúzia de completarmos nossa lista das 100 melhores canções românticas internacionais de todos os tempos, trazemos uma composição inesquecível: "I DON'T WANT TALK ABOUT IT", com Rod Stewart.
O hit foi composto por Danny Whitten, membro da banda de Rock americana Crazy Horse, banda essa que fez a gravação original (veja aqui), em 1971. Crazy Horse era a banda de apoio do roqueiro Neil Young e, tentando vida própria, resolveu lançar seu próprio álbum, no qual incluiu essa composição.
Todavia, somente em 1975 essa música ganhou notoriedade: foi quando outro roqueiro — Rod Stewart — a regravou.


"I DON'T WANT TALK ABOUT IT" foi inclusa no disco Atlantic Crossing do cantor londrino e desde então se tornou a música mais solicitada nas apresentações de Rod Stewart.
Em comparação com a gravação de Crazy Horse, é notório que Stewart deu uma revigorada e tanto na interpretação, sem perder, claro, a doçura de que a música pede. Sua voz meio rouca e a sua dramaticidade ganharam a crítica.
Essa canção é tão marcante para Rod Stewart que ele ainda lhe legou outros dois momentos especiais: em 1989 ele a regravou numa versão mais estilosa e estendida, especialmente a pedido de emissoras de rádios americanas (veja aqui); em 2014, essa mesma canção ganhou grande repercussão após uma turnê, com a participação da cantora escocesa Amy Belle.




"I DON'T WANT TALK ABOUT IT"
"NÃO QUERO FALAR SOBRE ISSO"

I can tell by your eyes
Eu posso dizer pelos seus olhos
That you've probably been crying forever
Que você provavelmente tem chorado continuamente
And the stars in the sky don't mean nothing
E as estrelas no céu não significam nada
To you, they're a mirror
Para você, elas são um espelho
I don't wanna talk about it
Eu não quero falar sobre isso
How you've broke my heart
Como você magoou meu coração
If I stay here just a little bit longer
Se eu ficasse aqui apenas por um pouquinho mais
If I stay, won't you listen to my heart?
Se eu ficasse, você não ouviria meu coração?
Oh, my heart!
Ah, meu coração!
If I stand all alone
Se eu ficasse totalmente sozinho
Will the shadows hide the colors of my heart?
As sombras esconderiam as cores do meu coração?
Blue for the tears, black for the night's fears
Azul de lágrimas, negro dos medos noturnos
The stars in the sky don't mean nothing to you
As estrelas no céu não significam nada pra você
They're a mirror
Elas são um espelho
I don't wanna talk about it
Eu não quero falar sobre isso
How you've broke my heart
Como você magoou meu coração
If I stay here just a little bit longer
Se eu ficasse aqui apenas por um pouquinho mais
If I stay, won't you listen to my heart?
Se eu ficasse, você não ouviria meu coração?
Oh, my heart!
Ah, meu coração!

* * *

Na próxima postagem, um grande sucesso protagonizado por uma dueto inusitado: um roqueiro e uma cantora lírica. Lembra dessa?

terça-feira, 10 de março de 2015

Top 100 — música #13

Para a posição #13 da nossa lista que premia as 100 melhores canções internacionais românticas, trazemos um tocante hit da banda britânica The Korgis: "DON'T LOOK BACK".
Eu simplesmente adoro essa música. A letra é motivante (vide a mensagem "Não olhe para trás" já contida no título), os arranjos são suaves e ao mesmo tempo sofisticados (destaque para o solo do sax na véspera da repetição do refrão) e a interpretação condizente.
Ela foi escrita por James Warren — o vocalista, baixista e líder do The Korgis — em 1982, lançada no mesmo ano no álbum homônimo.
Seu retumbante sucesso no Brasil colocou a canção na trilha sonora da novela da Rede Globo Sol de Verão.
Eis a bela música "DON'T LOOK BACK":




"DON'T LOOK BACK"
"NÃO OLHE PARA TRÁS"

Down on luck
Sem sorte
I can hardly say I'm down on luck
Eu dificilmente poso dizer que estou sem sorte
I've monopolized your life too long
Eu controlei tua vida por muito tempo
I know that certainly something's gone wrong
Eu sei que certamente algo deu errado
Times are tough
Os tempos são críticos
I can hardly say that times are tough
Eu dificilmente posso dizer que os tempos são críticos
But all around us friends are so confused
Mas a todo o nosso redor os amigos são tão confusos
And we have so much to give, and nothing to lose
E nós temos muito o que dar, e nada a perder
Don't look back
Não olhe para trás
Walk away
Siga em frente
Burn the past
Apague o passado
Live today
Viva o hoje
People change
As pessoas mudam
Who cares why?
Quem se importa?
Don't grow old
Não envelheça
You never die
Você jamais morre
Celebration
Celebração
Being alive is cause for celebration
Estar vivo é motivo para celebração
But I'm obliged to say I feel so sad
Mas eu sou obrigado a dizer que me sinto tão triste
They'll lose the optimist, supposedly mad
Eles perderão o otimismo, supostamente maluco
You know you'll be all right
Você sabe que ficará bem
Don't you worry 'cause you know you'll be all right
Não se preocupe, pois você sabe que ficará bem
There's one thing you must believe: I love you
Há uma coisa no que você deve acreditar: eu te amo
Here alone tonight, I really do
Aqui, sozinho, esta noite, eu realmente te amo
Don't look back
Não olhe para trás
Walk away
Siga em frente
Burn the past
Apague o passado
Live today
Viva o hoje
People change
As pessoas mudam
Who cares why?
Quem se importa?
Don't grow old
Não envelheça
You never die
Você jamais morre

* * *

A próxima música da lista é uma verdadeira "bomba", cujo artífice é — dizem — o roqueiro mais sentimental do mundo: Rod Stewart.
Arrisca o título da música?

terça-feira, 3 de março de 2015

Morre o cantor sertanejo José Rico da dupla Milionário & José Rico

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,cantor-jose-rico-morre-aos-68-anos-no-interior-de-sao-paulo,1643594O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,cantor-jose-rico-morre-aos-68-anos-no-interior-de-sao-paulo,

Chegou ao fim a estrada do cantor José Rico, que fazia dupla com o sertanejo Milionário. Seu corpo está sendo velado na Câmara Municipal de Americana (SP). No início, o velório foi restrito à família e aos amigos próximos. O parceiro Milionário foi até o local se despedir do amigo e se emocionou durante a cerimônia. Os portões foram abertos para os fãs às 21h. O músico não resistiu a uma parada cardíaca causada por um infarto nesta terça-feira (3 de fevereiro, 2015). O enterro será nesta quarta-feira, por volta das 9h30, no Cemitério da Saudade.


Ao lado de Milionário, José Rico, nome artístico de José Alves dos Santos, nasceu em São José do Belmonte,  Pernambuco, em 29 de junho de 1946, é um marco da música sertaneja brasileira.
Foi um grande compositor: a música Estrada da Vida, de sua autoria, é um dos maiores sucessos da vitoriosa trajetória da dupla, que deu título ao filme Na estrada da vida, estrelado pelos mesmos. A dupla também atuou em outro filme, Sonhei com você, dirigido por Ney Sant'Anna.
Por ter sido criado na cidade de Terra Rica, no estado do Paraná, desde os dois anos de idade, José Rico acabou adotando, e registrando em cartório, o nome José Rico Alves dos Santos, em homenagem à cidade paranaense onde viveu sua infância. O apelido foi inventado por um padre, ainda durante a infância de José Rico. Outra probabilidade seja talvez herdada de Johnny Cash, de uma tradução quase literal de seu nome. Considerando que Johnny Cash teve reconhecimento mundial somente na época em que José Rico formou dupla com Milionário, juntos há mais de 40 anos.


Em meados do ano de 1969, José Rico e seu já parceiro de dupla, Milionário, se encontravam na cidade de Dourados, MS, em uma barbearia, do saudoso barbeiro e compositor Armando Perrupato, quando conversavam sobre as músicas de Armando que seriam cantadas pela dupla, e quem sabe, algum dia, gravadas. Mas juntamente com eles estava um jovem de nome Victor Wagner (não o da novela) que no próximo ano estaria trabalhando em S.Paulo como diretor artístico da gravadora Califórnia, do também saudoso Mario Vieira. Armando Perrupato, amigo desse jovem diretor de gravadora, me contou que no ano seguinte a dupla procurou a gravadora Califórnia, e ao se encontrarem com Mario Vieira, este estava com Victor Wagner ao seu lado. Mário Vieira relutou muito em gravar a dupla, porque, embora os considerasse ótimos, não via nos mesmos a possibilidade de vender muitos discos, por ainda não estarem na mídia, e nem estarem conhecidos em qualquer região, nem ao menos atuando em circos, como era praxe na época. E também a dupla não tinha dinheiro para gravar por matéria paga, ou seja, adquirindo os primeiros 300 LPs. Victor Wagner, que já havia ouvido a dupla naquela barbearia do compositor Armando Perrupato, passou a insistir tanto com Mario Vieira, que acabou fazendo um acordo de se responsabilizar pela gravação. Talvez nem a dupla soubesse, ou viesse a saber, mas foi assim que se realizou a gravação do primeiro LP da dupla, pela gravadora Califórnia. O disco em si não chegou a acontecer, mas serviu de cartão de visita para que outros produtores se interessassem pela dupla, e logo em seguida gravaram pela Chantecler, com ótima divulgação em programas de rádio. A gravadora Califórnia, espertamente, trocou a capa daquele primeiro LP e relançou, ainda mais que a música que fazia sucesso também estava naquele disco, cujo nome do LP, que era anteriormente Sempre Sofrendo, passou a ser De Longe Também se Ama, e a vendagem começou a aparecer.
Na janela abaixo, o vídeo completo do show de gravação do DVD da dupla, contendo os seus maiores sucessos.


segunda-feira, 2 de março de 2015

Música para quê?


Olha só que peça publicitária mais criativa!
A equipe de marketing do Conservatório do Tatuí (ver site oficial) criou um vídeo muito interessante sobre a relação da música com a vida social, iniciando com a indagação: Música para quê?
A partir daí, vai representando com os signos musicais as variadas formas de aplicação da música na nossa vida, por exemplo: para escutar, para calar, para sonhar etc.
Destacamos também o fundo musical "Jura", arranjada por Gilberto Gagliardi, gravada pela Banda Sinfônica do próprio Conservatório, sob a regência de Dario Sotelo.
Veja o vídeo e confira como os símbolos musicais foram muito bem empregados para a representação proposta:


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Top 100 — música #14

Depois da sentimental "FEELINGS", vamos agora de uma balada romântica bem carregada, ocupando a posição #14 da nossa lista das 100 melhores canções românticas internacionais: "WHY LOVER", com a banda Century.
Difícil não sentir o coração acelerar ao ouvir essa música, não é mesmo?
"LOVER WHY" é uma composição de 1985, cujos créditos vão pelo franceses Jean-Louis Milford, John Weysley e Paul Ives — integrantes da banda Century, que, apesar de cantar em inglês, foi formada em Marselha, França.
Century foi originalmente montada para tocar Rock, mas o sucesso de "LOVER WHY", já no disco de estreia — And Soul It Goes — acabou por marcar um caráter mais romântico à sua discografia. O grupo permaneceu na ativa por cinco anos, com bom alcance em Portugal, Alemanha, Suíça, além do seu país de origem, porém, basicamente vivendo deste que foi seu grande sucesso.
No Brasil, "LOVER WHY" entrou na trilha sonora da novela da Rede Globo Ti Ti Ti, alcançando um sucesso espetacular. E, fora de dúvida, essa é uma daquelas canções que os românticos perpetuarão em seus corações.
O hit é marcante já desde os acordes iniciais, executado em teclado eletrônico, progredindo para um enchimento nada econômico, inclusive, com um refinado solo de guitarra, antes da repetição final do refrão.
Na parte vocal, Jean-Louis Milford não exagera em nada, mas também não fica em dívida; ao contrário de uma trivial extravagância, ele opta por um estilo mais melancólico — bem em sintonia com a letra.
Uma linda canção mesmo!
Ouçamos:


"LOVER WHY"
"AMOR, POR QUÊ?"

A sign of time
Um sinal do tempo
I lost my life, forgot to die
Eu perdi minha vida, esqueci de morrer
Like any man, a frightened guy
Como qualquer homem, um garoto assustado
I'm keeping memories inside
Estou guardando as memórias
Of wounded love
de amor ferido
But I know
Mas eu sei
I'm more than sad and more today
Estou mais do que triste e ainda mais hoje
I'm eating words too hard to say
Estou comendo palavras tão difíceis de dizer
A single tear and I'm away
Uma simples lágrima e estou longe
Away and gone
Longe e arruinado
I need you
Eu preciso de você
So far from hell, so far from you
Tão distante do inferno, tão distante de você
'Cause heaven's hard and black and gray
Porque o céu está pesado, negro e cinzento
You're just a someone gone away
Você é apenas alguém que se foi
You never said goodbye
Você nem disse adeus
Why, lover why?
Por que, amor, por quê?
Why do flowers die?
Por que as flores morrem?
Why, lover why?
Por que, amor, por quê?
Everytime
Toda vez
I hear your voice, you heard my name
Eu ouço sua voz: você ouviu meu nome
You built the fire, I wet the flame
Você causou o incêndio, eu molhei a chama
I swim for life, can't take the rain
Eu nado pela vida, não posso pegar a chuva
No turning back
Não há caminho de volta
I need you
Eu preciso de você
So far from hell, so far from you
Tão distante do inferno, tão distante de você
'Cause heaven's hard and black and gray
Porque o céu está pesado, negro e cinzento
You're just a someone gone away
Você é apenas alguém que se foi
You never said goodbye
Você nem disse adeus
Why, lover why?
Por que, amor, por quê?
Why do flowers die?
Por que as flores morrem?
Why, lover why?
Por que, amor, por quê?

* * *

Essa canção é mesmo sensacional!
E não menos é a música que eu guardei para a posição #13 desta listagem. Então, aguente firme que ela já está chegando!


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Top 100 — música #15

Nossa indicação para a música #15 de nossa lista das 100 melhores canções internacionais românticas é a ultrassentimental e polêmica composição "FEELINGS", com Morris Albert.
Vamos conferir:
E por que polêmica?
Ora, por anos essa composição esteve em disputa num tribunal internacional a respeito de sua verdadeira autoria.
"FEELINGS" foi lançada em 1973 num compacto com o selo da Gravadora RCA, com a interpretação e a assinatura do cantor e compositor Morris Albert, vulgo Maurício Alberto Kaisermann, brasileiro e paulistano então desconhecido pela mídia.
Ocorreu que, no ano seguinte ao seu lançamento, a música foi selecionada para fazer parte da trilha sonoro da novela Corrida do Ouro, da Rede Globo, e aí o sucesso foi estrondoso, ganhou o Brasil, a América Latina, chegou aos EUA e, a partir daí, sagrou-se um hit internacional, dos mais regravados e apreciados.
Albert diz que, para compô-la, se inspirou numa musa carioca (com quem nunca teria tido qualquer relacionamento).
Adiante, porém, ele foi processado pelo compositor francês Loulou Gäste (ou Louis Gasté), que alegou que o brasileiro o havia plagiado em sua "POUR TOI", de 1956, originalmente gravada por Dario Moreno.
Veja o vídeo seguinte e compare a composição francesa com a versão de Albert.


A corte internacional, instalada nos EUA, decretou que, de fato, "FEELINGS" tem a mesma linha melódica de "POUR TOI" e intimou o brasileiro a dividir os créditos — tanto na divulgação da autoria quanto financeiramente. Morris Albert reconheceu a semelhança melódica, mas jura que não a plagiou (veja aqui uma entrevista com Albert).
O fato é que aquela canção francesa não obteve nem de perto o êxito de "FEELING" de Morris Albert, que, inclusive, foi regravada por grandes ícones da música internacional, tais como Elvis Presley (veja aqui), Frank Sinatra (veja aqui), Shirley Bassay (veja aqui), Ray Conniff Orquestre (veja aqui).
Portanto, fiquemos com "FEELINGS" de Morris Albert:




"FEELINGS"
"SENTIMENTOS"

Feelings
Sentimentos
Nothing more than feelings
Nada mais que sentimentos
Trying to forget my feelings of love
Tentando esquecer meus sentimentos de amor
Teardrops
Lágrimas
Rolling down on my face
Caindo no meu rosto
Trying to forget my feelings of love
Tentando esquecer meus sentimentos de amor
Feelings
Sentimentos
For all my life I'll feel it
Por toda a minha vida eu os sentirei
I wish I've never met you, girl
Eu desejaria nunca ter te encontrado, garota
You'll never come again
Pois você nunca virá novamente
Feelings
Sentimentos
Wo-o-o feelings
Oh, oh, sentimentos
Wo-o-o, feelings again in my arms.
Oh, oh, sentimentos, novamente nos meus braços.
Feelings
Sentimentos
Feelings like I've never lost you
Sentimentos como se nunca tivesse te perdido
And feelings like I'll never have you
E sentimentos como se jamais te terei
Again in my heart
Novamente em meu coração
Feelings
Sentimentos
For all my life I'll feel it
Por toda a minha vida eu os sentirei
I wish I've never met you, girl
Eu desejaria nunca ter te encontrado, garota
You'll never come again
Pois você nunca virá novamente
Feelings
Sentimentos
Wo-o-o feelings
Oh, oh, sentimentos
Wo-o-o, feelings again in my arms.
Oh, oh, sentimentos, novamente nos meus braços.
Feelings
Sentimentos

* * *

Sensacional, não é mesmo?
Bem, e a nossa listagem prossegue, já se afunilando para o melhor dos melhores. Na postagem adiante, por exemplo, traremos uma canção que é um verdadeiro apelo de amor.
Você não perde por esperar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Top 100 — música #16

Aquele momento em que uma música entra pelos nossos ouvidos, rasgando nossa alma...
É assim que muitos apaixonados se sentem ao ouvir "OVER YOU", de Lane Brody — a nossa canção #16 dentre as 100 melhores internacionais de todos os tempos.
Por assim dizer, Lane Brody não passava de uma mera cantora caipira, cujo sucesso não passava das fronteiras do Texas. Porém, um capítulo especial de sua vida, e que a levaria à fama internacional, foi quando do lançamento de "OVER YOU", de sua autoria, vindo a público em 1983.
Nesta canção, ela desprendeu-se um pouco do country e se ornou de um estilo mais pop. E não deu outra: sucesso nas rádios, na vendagem do disco e da crítica.
A música foi o carro-chefe da trilha sonora do filme "Tender Mercies" ("Amor e Compaixão"), no bom estilo faroeste. Com isso, Lane Brody foi indicada ao prêmio de melhor canção original da 56th Academy Awards — o que já foi um feito memorável para uma cantora country (a canção vencedora foi "WHAT A FEELING" do filme "Flashdance").
No Brasil, "OVER YOU" figurou-se na seleção daquele que é considerado o melhor LP de novelas de todos os tempos: "A Gata Comeu".
E que terna canção!
Canta, Lane Brody, e rasgue as almas apaixonadas!



"OVER YOU"
"ESQUECER VOCÊ"

Any fool can see that love is blind
Qualquer todo pode ver que o amor é cego
And here I am to prove it one more time
E estou aqui para provar isso mais uma vez
Forget about my pride
Vou deixar meu orgulho de lado
I didn't mean to catch you by surprise
Eu não queria te pegar de surpresa
And I hope that isn't pitty in your eyes
E espero que não haja compaixão nos seus olhos
I've tried so hard to stay away
Eu me esforcei muito para ficar longe
And keep you off my mind
E te manter fora da minha mente
I know I should, but it's no good
E eu sei que deveria, mas não é bom
'Cause time goes by and I'm not over you
Pois o tempo passa e eu não te esqueço
I'd gladly be a fool and love again
Eu adoraria ser um tolo e amar novamente
If there's a chance of you mind see me
Se houvesse uma chance de você me ver
Touch me, want me, ever need me
Me tocar, me querer, talvez precisar de mim
I'm still going crazy over you
Eu ainda estou louca por você
And now I'm never getting over you
E agora eu nunca conseguirei te esquecer
One more cup of coffee then I'll go
Só mais uma xícara de cafe e depois eu partirei
But there's just one thing I thought you ought to know
Mas há só uma coisa que penso que você deve saber
The days go by, but nothing's changed
Os dias se passam, mas nada muda
I'm still here, for the taking
Ainda estou aqui para ser aceita
And just a touch would mean so much
E apenas um toque significaria tanto
To one whose heart is breaking
Para alguém cujo coração está partido
Over you
Por você
I'd gladly be a fool, and love again
Eu adoraria ser um tolo e amar novamente
If there's a chance of you mind see me
Se houver uma chance de você me ver
Touch me, want me, ever need me
Me tocar, me querer, talvez precisar de mim
I'm still going crazy
Eu ainda sou louca
Over you
Por você
I know I'm never getting over you
Eu sei que nunca esquecerei você
Over you
Por você
I'd gladly be a fool, and love again
Eu adoraria ser um tolo e amar novamente
I know I'm never getting over you.
Eu sei que eu nunca vou te esquecer

* * *

Eu só sei que nunca vou me esquecer de "OVER YOU". Essa música vai para a eternidade comigo.
Na próxima indicação, eu trago um dos hits mais regravados no mundo, em um bom inglês, sendo, no entanto, obra de um cantor e compositor brasileiro — embora haja grande controvérsia quanto a autoria desse clássico, como veremos a seguir.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CHUVA E MÚSICA Ery Lopes (instrumental violão)

Tarde abraçada pela fertilidade da chuva; boa ocasião para umas notinhas ao violão, para agradecer a Deus pela graça da vida e tudo que ela nos proporciona.
Esta a razão para "CHUVA E MÚSICA", improvisação de Ery Lopes.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Top 100 — música #17

Quem viu o Rock in Rio de 1985 — o verdadeiro e único Rock in Rio —, ou mesmo os mais recentes musicólogos que têm estudado aquele festival, sabem muito bem que o ápice do evento foi a apresentação da banda inglesa Queen, sob a liderança de Freddie Mercury, dentro da qual se destaca um momento especial: a execução da balada romântica "LOVE OF MY LIFE" — considerada uma das melhores interpretações musicais de todos os tempos.
Eis, portanto, a canção #17 da nossa lista das 100 melhores músicas românticas internacionais.
"LOVE OF MY LIFE" é uma composição do vocalista Freddie Mercury escrita e lançada em 1975, dentro do álbum A Night at the Opera da banda de rock britânica Queen — dentro daquele lance comum de uma "faixa só para completar o disco". E, quando do lançamento do LP, ela passou desapercebida (veja aqui a versão original).
Ocorreu, porém, que a concerto da banda, essa balada crescia e fazia crescer a presença de palco do seu vocalista, tanto que, quatro anos mais tarde, uma dessas interpretações ao vivo foi registrada e incluída num novo disco da banda: Live Killers.
Contudo, o apogeu desta composição foi mesmo no Rock In Rio de 1985 — sendo ovacionada e cantada por aproximadamente 1 milhão e meio de "roqueiros", então derretidos pelo romantismo desse título, isso sem contar os demais que acompanharam o show pela televisão.
A música é uma dedicatória de Freddie Mercury à sua então companheira Mary Austin (bem antes de ele assumir sua homossexualidade).
Segue então o vídeo dessa apresentação:



"LOVE OF MY LIFE"
"AMOR DA MINHA VIDA"

Love of my life, you've hurt me
Amor da minha vida, você me magoou
You've broken my heart and now you leave me
Você quebrou meu coração e agora me abandonaLove of my life, can't you see?
Amor da minha vida, não consegue ver?
Bring it back, bring it back, don't take it away from me
Traga-o de volta, não o tire de mimBecause you don't know what it means to me...
Pois você não sabe o que ele significa para mim
Love of my life don't leave me
Amor da minha vida, não me despreze
You've stolen my love* and now desert me
Você roubou meu amor e agora me abandonaLove of my life, can't you see?
Amor da minha vida, não consegue ver?
Bring it back, bring it back, don't take it away from me
Traga-o de volta, traga-o de volta! Não o tire de mimBecause you don't know what it means to me...
Pois você não sabe o quanto ele significa para mim
You'll remember when this is blown over,
Você se recordará quando isto se acabarAnd everything's all by the way
E quando todas as coisas se perderem pelo caminhoWhen I grow older, I will be there at your side to remind you
Quando eu envelhecer, estarei lá, ao teu lado, para te lembrarHow I still love you, I still love you...
O quanto eu ainda te amo, eu ainda te amo
Hurry back, hurry back, don't take it away from me, because
Volte depressa! Volte depressa! Não o tire de mim, poisYou don't know what it means to me
Você não sabe o quanto significa para mim
Love of my life,
Amor da minha vida
Love of my life...
Amor da minha vida
Uhhh... Yeah....
Ah, sim!...

* * *

Sensacional, não é mesmo?
E vem mais emoção por aí, afinal, estamos na reta final da nossa lista. Na próxima indicação, por exemplo, outra "bomba romântica", na perfurante voz da cantora country americana Lane Brody.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Morre o cantor Demis Roussos


Depois de uma série de especulações, foi confirmada a morte do cantor Demis Roussos, vitimado por um fulminante cancro estomacal. Ele estava internado num hospital em Atenas já há um bom período, mas não resistiu e neste domingo, 25 de janeiro, teve a falência decretada oficialmente.
Demis Roussos, nome artístico de Artemios Ventouris Roussos, nasceu em Alexandria (Egito), em 15 de junho de 1946, mas era naturalizado grego.
Desde os dezessete anos, Demis participou de vários grupos musicais. O primeiro, The Idols, quando tinha de trabalhar para sustentar a sua família. Já nesse grupo Demis começa a destacar-se como cantor, a partir do momento em que é solicitado para substituir o vocalista que estava cansado, para cantar algumas músicas (o que começou com “The House of the Rising Sun” e “When a Man Loves a Woman”).
Com o compositor Lakis Vlavianos, Roussos deu início à banda We Five, já como vocalista principal. Mas só se torna mais conhecido a partir de 1968, com a banda de rock progressivo Aphrodite's Child, formada no Reino Unido, para a qual Demis se associa a outros dois músicos gregos, respectivamente Vangelis (ou Vangelis Papatanassiou) e Loukas Sideras, primeiramente como vocalista, depois também como guitarrista e baixista. Vangelis ficou como compositor principal e teclista, enquanto Loukas cuidava da bateria. No entanto, por falta de permissão para trabalhar em Inglaterra, o grupo mudou-se para Paris, então no auge da Revolução de Maio de 1968. O primeiro álbum foi Rain and Tears, que obteve um tremendo sucesso e vendeu um milhão de discos apenas em França, altura em que nasce a sua primeira filha, Emily. Nos três anos seguintes o desempenho do grupo foi excelente. Com uma voz ao estilo de ópera de Roussos, a banda passou a ter sucesso am nível internacional, inclusive com 666, lançado em 1970. Logo após o lançamento dessa obra, mas insistentemente pontuada pelos médios franceses, o boicote dos cristãos da Europa aos seus shows, provoca série de cancelamento de agendas e fá-los acabar com o grupo.
Com o final do Aphrodite's Child, Demis continuou a gravar com Vangelis, seu ex-colega de banda. Publicaram os álbus Sex Power (1970), Magic Together (1977). A obra de maior sucesso da dupla foi Race to the End, vocalmente adaptada da trilha sonora do filme Chariots of Fire. Roussos também participou como convidado da trilha sonora do filme O Caçador de Andróides (Blade Runner) (1982), filme de culto considerado o melhor da década de 1980.


Face ao seu sucesso como cantor, enquanto vocalista dos Aphrodite’s Child, a editora propôs-lhe gravar o seu primeiro compacto a solo, com a canção “We Shall Dance”. Logo a seguir gravou o álbum “On the Greek Side of My Mind”, o qual, juntamente com o mencionado compacto, estourou como os 5 discos mais vendidos em toda a Europa, inclusive a Escandinávia. Demis Roussos consagrou-se, então, como cantor em 1971. Pouco depois Roussos reencontrou-se com Lakis Vlavianos, ex-colega do We Five. Lakis então compôs e Roussos gravou várias canções que ocuparam o primeiro lugar nas tabelas de vendas de vários países, entre as quais, Forever And Ever, My Friend the Wind, Velvet Morning – também conhecida como Tric Tric Tric, entre outras. Destacaram-se também, na década de 1970, os sucessos My Reason; Goodbye, My Love, Goodbye; Someday, Somewhere e Lovely Lady of Arcadia. Ganhou um discou de ouro com seu LP “Demis”, o qual foi seu único sucesso nos Estados Unidos. Por outro lado, o cantor fez muito sucesso na Europa e na América Latina.
Após o nascimento do filho, Cyril, em 1975, o cantor grego ficou os próximos oito anos fazendo tournés pelo mundo fora, juntamente com sua segunda esposa e o filho. No Brasil, conseguiu lotar o estádio Maracanã com capacidade para 150.000 pessoas, façanha apenas conseguida por Frank Sinatra. Foi citado no Livro de Recordes de Guinnes como personalidade de destaque do mundo do entretenimento musical das décadas de 70 e 80. Foi contemplado com mais de 100 discos de ouro, platina e diamante.




Em 1978, Demis decidiu retirar-se dos palcos temporariamente e mudou-se com a família para um lugar onde não era conhecido, a saber, a Praia de Malibu, no Estado da Califórnia (EUA). Emagreceu então 54 quilos e decidiu aproveitar a vida viajando pelo mundo. Depois de algum tempo, ainda no estilo de vida pacata, mudou-se dos EUA e, com seu filho Cyril, passou a alternar residência entre a Inglaterra e a Grécia.


 -

Em 14 de junho de 1985 ocorreu um fato que Demis considerou como um separador de águas na sua vida: juntamente com sua terceira esposa, o avião da TWA no qual viajavam de Atenas a Roma foi seqüestrado. O fato de ver a morte de perto levou o cantor a refletir sobre o valor da vida, decidindo reassumir sua carreira de cantor, com gravações e shows ao vivo, como forma de contribuir para um futuro melhor para a humanidade. Gravou então mais vinte canções, e compilou o álbum “The Story of Demis Roussos”. Paralelamente, Roussos participa em eventos voltados para soluções de problemas humanos, como, por exemplo, o fórum pela paz e desarmamento (Kremlin, Moscou, em fevereiro de 1987) . Preocupado com problemas ambientais, participou também da Reunião de Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro.
A partir de 2004, Demis Roussos viveu uma vida mais sossegada à beira mar em algum lugar da Grécia, gozando os louros de ser considerado um dos cantores mais talentosos do século XX.
Em 2005, após 25 anos, Demis Roussos retornou ao Brasil e fez três apresentações.
Seu último disco foi lançado em 2009.



Demis Roussos entrou na nossa lista das 100 melhores canções internacionais de todos os tempos com "FOREVER AND EVER", figurando a posição #71 (veja aqui).
Agora, Demis Roussos encaminha-se para embelezar os ares do plano espiritual com sua bela voz e carisma natural de seu espírito.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Top 100 — música #18

Pense numa viagem musical até o fim dos tempos até que — o que é melhor — você descobre que, enquanto houver amor, não há fim!... Essa a viagem que fazemos ao som de "THE END", a nossa música #18 dentre as 100 melhores canções românticas internacionais:

"THE END" é o magnífico resultado da melodia criada por Jimmy Erondes em combinação da letra de Sid Jacobson, gravada e lançada em 1958 pelo cantor americano Earl Grant.
Esse é um daqueles títulos que enchem os corações apaixonados de esperanças de um amor intenso e eterno — além do fim dos tempos.
Sua instrumentação é ao mesmo tempo simples e bem arranjada, sob uma melodia doce e relaxante; a interpretação é típica dos vocalistas dos anos 1950's, da chamada Era de Ouro das Rádios, com a clássica definição de voz masculina grave tal um radialista, para a qual, Earl Grant é muito feliz. A vibração que ele passa é a de quem está apaixonado mesmo, como que extasiado diante de um tesouro recém-descoberto.
Se você tem um amor que vale um tesouro, certamente vai viajar deliciosamente ao som de "THE END".


"THE END"
"O FIM"

At the end of a rainbow
Ao fim de um arco-íris
You'll find a pot of gold
Você encontrará um pote de ouro
At the end of a story
Ao fim de uma estória
You'll find it's all been told
Você entenderá tudo o que foi dito
But our love has a treasure
Mas nosso amor tem um tesouro
Our hearts can always spend
De que nossos corações poderão sempre dispor
And it has a story
E tem uma estória
Without any end
Sem nenhum final
At the end of a river
Ao fim de um rio
The water stops its flow
A água para seu fluxo
At the end of a highway
Ao fim de uma estrada
There's no place you can go
Não há qualquer lugar para onde ir
But just tell me you love me
Mas apenas me diga que me ama
And you are only mine
E que você é só minha
And our love will go on
E o nosso amor continuará
Till the end of time
Até o final dos tempos
At the end of a river
Ao fim de um rio
The water stops its flow
A água para seu fluxo
At the end of a highway
Ao fim de uma estrada
There's no place you can go
Não há qualquer lugar para onde ir
But just tell me you love me
Mas apenas me diga que me ama
And you are only mine
E que você é só minha
And our love will go on
E o nosso amor continuará
Till the end of time
Até o final dos tempos
Till the end of time
Até o final dos tempos

 * * *

Ah, ainda no embalo de "THE END", faço questão de mencionar — e indicar — a versão nacional interpretada, não com menos brilhantismo, pelo eterno Altemar Dutra, cujo título é a tradução exata: "O FIM", embora o climax dessa versão seja oposta à letra original: enquanto a poesia de Sid Jacobson é positiva, a versão brasileira, obra de Mauro Sérgio, é melancólica — talvez por influência da moda da época, cujo enredo era tradicionalmente sobre casos trágicos de amor.